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domingo, 17 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Stayin' Alive
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O estado em que este homem está
Até meio do caminho vem bem caladinho. Até que o Jorge Palma irrompe por dueto com brasileiro adentro e taxista comenta: «... esta letra é bonita, é muito bonita, mesmo. Mas... O QUE É ISTO? Você já viu o estado em que este homem está? Já nem canta, ele fala! Olhe agora, olhe agora!», alertava-me, com o conhecimento de causa de quem ouve a mesma estação de rádio todo o santo dia. Aliás, a seu ver, a Comercial está «muito boa», apesar de repetir muito as músicas e as rubricas. aproveitei para me armar e dizer que sou amiga da famosa Ana Martins - «é gira e tem piada», avaliou ele - e acabámos a corrida a falar da antiga equipa da Rádio Energia, na qual ele tem muitos amigos.
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Hospital privado
No hospital privado: rede de wifi de senhora de apelido Debonnaire, música de Vampire Weekend e Manic Street Prachers, crianças brincam com ipads e velhas têm sacos da Gant. Esperei hora e meia depois da hora marcada, mas nada de doutor House. :(
Quando o Sporting ganhava campeonatos
Hoje na Casa da Sorte, à espera de comprar o passe: velhas à minha frente na conversa com empregado da loja atrasam andamento da fila. Ao ir embora, uma delas manda carimbo ao chão. «Este carimbo ainda é do tempo em que o Sporting ganhava campeonatos!», justifica-se o senhor do balcão, que perde algum tempo a tentar pôr aquela bodega a funcionar outra vez.
Outra das velhotas, quem sabe se emocionada com o momento, engana-se e, em vez de dar o passe ao homem, passa-lhe o cartão do Minipreço ou coisa que o valha. «Uma vez, nunca mais me esquece, um senhor deu-me o cartão do clube de pescadores de não sei onde», lembra-se o nosso herói, «e depois ficava muito chateado por eu não querer carregá-lo: "Mas todos o carregam!". ele tinha um amor por aquele cartão!».
Mas o mais bonito ainda foi o outro funcionário ter de desligar a música - a Alicia Keys a berrar «Neeeewwww Yooooorrrk» - porque um velhote da fila ao lado (a das raspadinhas, negócio paralelo da Casa da Sorte e espécie de casino dos idosos de Benfica) era mouco de todo e nem sequer ouvia o preço a pagar (oito! OITO!).
Outra das velhotas, quem sabe se emocionada com o momento, engana-se e, em vez de dar o passe ao homem, passa-lhe o cartão do Minipreço ou coisa que o valha. «Uma vez, nunca mais me esquece, um senhor deu-me o cartão do clube de pescadores de não sei onde», lembra-se o nosso herói, «e depois ficava muito chateado por eu não querer carregá-lo: "Mas todos o carregam!". ele tinha um amor por aquele cartão!».
Mas o mais bonito ainda foi o outro funcionário ter de desligar a música - a Alicia Keys a berrar «Neeeewwww Yooooorrrk» - porque um velhote da fila ao lado (a das raspadinhas, negócio paralelo da Casa da Sorte e espécie de casino dos idosos de Benfica) era mouco de todo e nem sequer ouvia o preço a pagar (oito! OITO!).
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O homem da gaita
Homem encarapuçado afina gaita de foles (?) contra a parede, no Marquês. Mais uma noite normal na cidade, siga.
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