Mostrar mensagens com a etiqueta taxistas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta taxistas. Mostrar todas as mensagens
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A promoção do Pingo Doce
O taxista que me trouxe a casa já tem tudo planeado: na próxima promoção da loja que a gente sabe, vai para lá acampar mal largue o táxi - às quatro da manhã. Que isto é uma grande ajuda para o povo e o Jerónimo Martins é um homem inteligentíssimo e «mas diga-me, quem é que não gasta 300 e 400 euros numa ida ao supermercado?». Também pretende aproveitar para levar para casa coisas que geralmente não compra, como queijo da serra e queijinhos da ilha, porque com o desconto de 50% já compensa. E é que nem sequer podem acusá-los de bamby! «Desculpe?» «Bambin». «Erm, não sei...». «Aquilo de que os estão a acusar!». «Ah, dumping!». «Isso!».
Sozinha na cidade
Típico: vou distraída e engano-me na terceira linha de metro. Já sem tempo, saio e apanho táxi. Menos típico: já depois de lhe pagar, taxista decide levar-me (de graça) até mais perto de onde ele acha que deve ser a sala. Parece preocupado. Ainda melhor: "a menina quer ir onde?», indaga um polícia, mais à frente. "Eu levo-a lá que isto aqui há muitos toxicodependentes". E assim fez.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Tony de Matos, por taxista de Argoncilhe
Da colecção de coisas que se aprendem com os taxistas: o Tony de Matos fumava cinco maços de tabaco por dia. Fumou e cantou até ao dia em que morreu. Um homem extraordinário, fora de série. Conhecido como «o cantor latino», muitos tentam, ainda hoje, imitá-lo - sem sucesso. Mais: os espanhóis «que entram aqui no carro» gostam do Real mas não gostam do Ronaldo. Ele é um vaidoso, não presta. E é maluco se pensa que tem a categoria do Messi. Os Loureiros afundaram o Boavista e o Linhares, que «já lá está», o Salgueiros. Isto e muito mais por um conterrâneo do André Gomes: Argoncilhe é a terra do senhor que me trouxe a casa - e esperou que eu entrasse no prédio, que isto não são horas - mas que trocou pelo Porto aos 11 anos, altura em que começou a trabalhar. Depois da tropa veio «passear» para Lisboa e não se arrepende, porque tem trabalho e «vai tendo» saúde. Só a maçaneta das velocidades é que o patrão insiste em não arranjar. Aparte isso e os camiões do lixo que o impedem de depositar em casa «os clientes, tão tarde e ainda por cima tanto frio», tudo jóia.
(Novembro 2010)
(Novembro 2010)
Etiquetas:
argoncilhe,
taxistas,
taxistas simpáticos,
tony de matos
Churrasco
Dois segundos depois de ter dito o nome da minha rua ao taxista já vamos a falar da Churrasqueira da Morte (cujo dono foi assassinado há uns dois anos). "Os frangos são muito bons", diz ele.
Ser humano
E depois de uma viagem em que eu até nem dei grande conversa ao homem, o taxista despediu-se "tudo de bom; a senhora é muito simpática". Quando me ri e respondi "tento ser", retorquiu ele: "Temos de ser humanos, não é? Temos de ser bons seres humanos". E lá foi a acelerar feito maluco nos poucos metros que restam à minha rua, depois da minha casa.
(Dezembro 2012)
(Dezembro 2012)
Etiquetas:
seres humanos,
taxistas,
taxistas simpáticos
Subscrever:
Comentários (Atom)